A REVOLUÇÃO EM ANDAMENTO

O título não é só para chamar a atenção, pois o termo revolução, é utilizado para grandes transformações políticas, sociais e até na ciência. Como exemplo no século XVIII o termo veio para fundamentar o novo sistema produtivo que surgiu com a produção mecanizada, sobretudo, com a invenção da máquina a vapor por James Watt, em 1760. Está, portanto, é a Revolução 1.0, surgida na Inglaterra e é denominada como revolução industrial.

Com o petróleo e a eletricidade, surge a Segunda Revolução Industrial, com avanços na indústria química e do aço. O início se dá com a segunda metade do século XIX e se encerra na Segunda Grande Guerra (1939-1945). É a Revolução 2.0.

Ficando para trás a Segunda Grande Guerra chegamos na Terceira Revolução Industrial ou Revolução Informacional ou Revolução 3.0, está permanece até os dias atuais. Evolve os Estados Unidos com a energia nuclear do átomo, a robótica na linha de montagem, e o uso da internet e do computador pessoal na década de 1990. Massificou os produtos e viabilizou a globalização.

“Eu vejo o futuro repetir o passado

Eu vejo um museu de grandes novidades

O tempo não para

Não para, não, não para (Cazuza)”

Como o Poeta Cazuza definiu, “o Tempo Não Para”, estamos em mais uma Revolução! A Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0. Fundamenta-se nas tecnologias de troca de dados e automação utilizando-se para isto da internet das coisas, inteligência artificial, computação em nuvem e big-data entre outros aspectos técnico-científicos. Assim, as coisas interagem entre si mais do que com os seres humanos. São as fábricas inteligentes. É a robótica que faz antever o decréscimo dos postos de emprego.

Com esta nova revolução fomentam uma nova forma de gerir a coisa pública, diante desta realidade de negar a função social do capital e do Estado face ao subemprego estrutural da Revolução 4.0, é apresentada propostas como a da reforma da previdência pública.

Esta reforma não é fruto apenas dos avanços na saúde propiciados pela Segunda Revolução Industrial, com os antibióticos e vacinas, e as políticas públicas de saúde do Estado de Bem-Estar Social fruto dos avanços que ampliaram a expectativa de vida. Mas, do fim do emprego como conhecemos até a Terceira Revolução Industrial.

Assim, Reforma Trabalhista de Temer e Reforma da Previdência pública de Bolsonaro seria uma “reestruturação do Estado” diante da Revolução 4.0. Mudou o modo de produção, e por conta retiram direitos sociais para viabilizar a concentração de renda aos moldes neoliberais do sistema financeiro que privatizará a previdência.

Para se ter uma ideia do impacto da Revolução 4.0 a expectativa é de que até 2026, aproximadamente 30 milhões de empregos poderão ser substituídos por robôs.

O direito social que redistribuía renda garantindo o mínimo na velhice, através da previdência pública é destruído com base na nova Revolução, que nos dá a facilidades da tecnologia e nos exclui das garantias mínimas.

Vivemos em um momento de profunda transformação, os Aposentados estão no centro deste processo que acelera, torna o tempo mais rápido e os direitos menores. O desafio é compreender este momento e conseguir avançar na qualidade de vida e nas benesses que a Revolução proporciona.

Daniel Paulo Fontana ADVOGADO

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