O uso da tecnologia tem como objetivo gerar conforto e otimizar procedimentos

“Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não, por que não?
Por que não, por que não?
Por que não, por que não?”

Alegria, Alegria
Canção de Caetano Veloso

Mario Prata fez uma telenovela chamada de Sem Lenço, Sem Documento produzida e exibida pela Rede Globo às 19h entre 13 de setembro de 1977 e 4 de março de 1978.
Caetano Veloso musicou o mesmo tema. Em comum entre a poesia e a fantasia e prenuncio de uma nova era.
A tecnologia agiliza os trâmites fazendo com que seja extinto, por exemplo, a necessidade do uso do papel. Essa mudança muda profundamente a vida das pessoas.
Assim como previsto na ficção é possível andar “sem documentos”, por ser desnecessário o uso do papel no dia a dia de trabalho, o que proporciona uma gigantesca reestruturação, produto da Era Digital.
Os novos tempos modernos são, neste contexto, muito mais ágeis e eficientes devido, pelo uso da inteligência artificial, como gerenciador de um conjunto de informações que outrora carregávamos no “bolso ou nas mãos”. Além de velocidade temos a diminuição do gasto com papel, colaborando assim com a natureza. Esta automatização dos procedimentos judiciais ou administrativos, prevê a nutrição de informações e dados, capacidade essa que antes era desconhecida na aplicação em massa.
E o que tudo isso significa? Mesmo que parte do trabalho humano possa ser automatizado, a partir do uso de novas tecnologias, é improvável que um robô venha a substituir o trabalho de muitos profissionais, ainda mais quando se enumeram todos seus afazeres e atividades do início ao fim de um procedimento.
Portanto, o uso da tecnologia tem como objetivo gerar conforto, otimizando procedimentos, ou parte deles, sem desvalorizar ou colocar de lado o profissional, que a partir dessas modernizações, pode trabalhar muito mais focado, aprimorando seus resultados.
Longe de perdermos nossos postos de trabalho para os robôs, precisamos nos adequar, e até mesmo se reeducar, para utilizar esse novo modelo de trabalho de modo a profissionalizar ainda mais a rotina. Afinal, se a tecnologia pode suprir necessidades operacionais, por que se desdobrar em vários para dar conta de tudo sozinho?
No judiciário temos cerca de 15% dos processos que tramitam por meios digitais e esse número, que já é bastante expressivo, tende a crescer e a ultrapassar a média de 40% no decorrer dos próximos 2 anos.
Continuamos como na Canção “Alegria, Alegria”: “Sem lenço, sem documento Nada no bolso ou nas mãos Eu quero seguir vivendo, amor Eu vou”.

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